Eleanor & Park – Resenha

ELEANOR E PARK

Autor: Rainbow Rowell
Título Original: Eleanor e Park 
Editora: Novo Século
Eleanor & Park
Eleanor & Park
Sinopse: ‘Eleanor & Park’ é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e ‘grandes’, é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo. 
Eleanor & Park
Eleanor & Park

MEU PONTO DE VISTA

Eleanor e Park é uma história linda! Rainbow Rowell foi capaz de mostrar a força e a delicadeza do amor entre dois jovens de mundos diferentes e conta a história num ritmo envolvente que faz você não querer parar de ler até acabar, e ainda ficar com uma sensação de vazio ao terminar. 

A história consegue também ser leve e tratar de temas pesados com suavidade e consideração necessária. Trata-se de um romance verdadeiro e surpreendente, não é a mocinha se apaixonando pelo príncipe encantado sem ao menos saber seu nome, é uma história real, que poderia acontecer com qualquer pessoas, e tudo isso deixa a história ainda mais interessante. 
Eleanor estava certa. Ela nunca parecia agradável. Ela parecia arte, e a arte não deveria ser agradável, deveria fazer você sentir alguma coisa.

O INEXORÁVEL FIM (SPOILERS)

O fim do livro, apesar de não muito específico deixa uma lição muito importante: o amor pode ser tudo, mas algumas vezes precisamos desistir dele. Não por uma escolha egoísta, mas para parar de mexer na ferida aberta para que ela possa cicatrizar. Eleanor precisou de muito tempo para conseguir mandar o primeiro postal para Park depois de mudar para Minnesota, não por não gostar mais dele, mas porque doía demais abrir cada carta, doía demais não o ter por perto. Eleanor nunca deixou de amar Park, assim como Park nunca deixou de amar Eleanor.

A decisão de Eleanor de deixar a vida com a sua mãe, embora motivada por outras razões (a descoberta de seu namoro com Park pelo padrasto), foi um grande gesto de amor próprio. Ela amava Park com todas as suas forças, mas se amava ainda mais e por isso não se permitiu continuar na mesma vida, mesmo com todos os seus problemas de auto-estima.

Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo, e completamente vivo.

Ana Luiza Martins Cesario

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