O lado bom da vida- Resenha

Uma reflexão sobre nossos comportamentos

O lado bom da vida
O lado bom da vida

Título: O lado bom da vida
Título original: Silver Linings Playbook
Ano: 2008
Autor: Matthew Quick

Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”. Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que “é melhor ser gentil que ter razão” e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez. Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.

O lado bom da vida é um livro bem famoso (com um filme famoso também), baseado nisso resolvi fazer uma resenha diferente. O foco vão ser dois coadjuvantes que interferem o tempo todo na vida de Pat, seus pais.

A mãe de Pat o consegue tirar do “lugar ruim” depois de 8 meses, mesmo contra a recomendação do médico. Pat não consegue se lembrar do seu passado, sabe que fez algo ruim, mas não consegue recordar o quê.

Dolores é uma mãe que só quer ver seu filho bem, como qualquer mãe, mas está tendo dificuldades de lidar com a situação atípica pela qual está passando. Ela está disposta a esquecer tudo o que aconteceu, tirar as fotos do casamento dele dos quadros, pegar livros que fazem Pat lembrar de Nikki, mas nunca fala sobre ela, ou sobre o que está acontecendo.

O pai do protagonista o ignora completamente depois que ele deixa o hospital. Finge que ele não está lá, somente durante os jogos dos Eagles o pai troca algumas palavras com Pat.

Agora, cheguei ao ponto em que leva o nome dessa resenha, uma reflexão sobre nossos comportamentos. O pai de Patrick, define seu humor e como vai tratar as pessoas a sua volta com base nos resultados dos jogos. Se o seu time ganha ele é bom para a esposa, conversa um pouco mais com Pat, tem atitudes comuns. Já se o seu time perde ele fica completamente frustado e trata todos ao seu redor muito mal. Até que ponto devemos deixar coisas externas nos influenciar dessa maneira?

A mãe do personagem principal torce o tempo todo para que tudo fique bem. Ela faz de tudo para que seu marido e seus filhos não fiquem frustrados, e acaba esquecendo de si mesma. Vale sacrificar tudo em prol de um bem maior? Querer que tudo fique bem é estar bem?

Agora deixo para você descobrir a história de Pat e Tiffany, e o quebra-cabeça da sua memória, você não vai se arrepender. Até logo! 



Como eu já disse, amo livros com playlists, e essa música foi feita como trilha sonora para o filme.

Ana Luiza Martins Cesario

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